MANA
mulheres amazônidas: narrativas em arquivos


Albeniza de Carvalho
(1926 - 2012)
Professora, pesquisadora e estudiosa paraense, reconhecida por suas contribuições na área de Teoria Literária. Atuou na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde deixou legado acadêmico significativo, especialmente no estudo da literatura regional e da obra do poeta Mário Faustino.

Célia Bassalo
(1940 - 2015)
Professora e pesquisadora, mestre em Teoria Literária pela UFPA. Dirigiu o Centro de Letras e Artes da UFPA e o Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Pará, sendo sócia-fundadora da Academia Paraense de Ciências. Reconhecida por seus estudos sobre o Art Nouveau em Belém, publicou obras de referência em literatura e patrimônio cultural.
%20A%204-7%20003_menor-JPG_edited.jpg)
Emília Snethlage
(1868 - 1929)
Naturalista, ornitóloga e exploradora alemã radicada no Brasil. Doutora em Ciências Naturais pela Universidade de Freiburg, chegou a Belém em 1905 para integrar o Museu Paraense Emílio Goeldi, onde se tornou chefe da Seção de Zoologia e, posteriormente, diretora da instituição, sendo a primeira mulher a dirigir um instituto científico na América do Sul. Sua trajetória tornou-se símbolo da contribuição feminina para a produção do conhecimento científico sobre a Amazônia.


Eneida
(1903 - 1971)
Jornalista, cronista, militante comunista e pesquisadora da cultura popular. Presa durante o Estado Novo por sua atuação política, deixou como principal obra o clássico História do Carnaval Carioca (1958), pioneiro no registro da maior festa popular do país. Com sua escrita, uniu engajamento político, memória cultural e valorização das manifestações populares brasileiras.
_edited.jpg)
Gilberta Bensabath
(1924 - 2020)
Médica, pesquisadora e gestora científica, onde se destacou pelas pesquisas sobre hepatites virais e outras doenças infecciosas da Amazônia. Foi a primeira mulher a dirigir o IEC (1975–1979) e teve papel fundamental na expansão da instituição, incluindo a criação do Centro Nacional de Primatas e a implantação do atual campus de Ananindeua. Reconhecida como uma das mais importantes cientistas da Amazônia, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela UEPA e deixou um legado duradouro para a saúde pública e a pesquisa científica brasileira. Dedicou mais de 60 anos ao Instituto Evandro Chagas (IEC).

Maria Angélica Motta Maués
(1940 - atual)
Docente e cientista social, Antropóloga, Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará, instituição à qual permaneceu vinculada ao longo de sua carreira como docente e pesquisadora. Realizou formação em nível de pós-graduação em antropologia social, consolidando-se como uma das principais referências nos estudos antropológicos na região Norte do Brasil. Sua atuação acadêmica está associada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia, onde desenvolveu atividades de ensino, orientação e pesquisa, contribuindo para a formação de diversas gerações de antropólogos e pesquisadores das ciências sociais. Sua produção intelectual concentra-se em temas como relações de gênero, organização familiar, religiosidade e dinâmicas sociais na Amazônia, com ênfase em abordagens etnográficas e análises situadas.


Maria Annunciada Ramos Chaves
(1915 - 2006)
Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Pará, sendo premiada com o “Teixeira de Freitas”. Embora advogada, sua principal atuação foi na educação, iniciando como professora ainda durante a graduação. Lecionou em instituições renomadas como o Colégio Moderno, Instituto Gentil Bittencourt e Colégio Estadual Paes de Carvalho. No ensino superior, ajudou a fundar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, tornando-se professora titular da Universidade Federal do Pará, onde também exerceu cargos administrativos. Além da atuação acadêmica, integrou diversas instituições científicas e culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico do Pará e a Academia Paraense de Letras. Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura por 14 anos.

Maria Sylvia Nunes
(1930 - 2020)
Teve uma produtiva e reconhecida carreira como diretora de teatro e professora. Com o professor Benedito Nunes, foi uma das responsáveis pela criação da Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará na década de 1960 (hoje Escola de Teatro e Dança), tendo sido, ali, professora de História do Teatro, História do Espetáculo e Teoria do Teatro, e a sua primeira diretora. Recebeu da UFPA, em 2019, o título de professora emérita. Faleceu no dia 5 de março de 2020, em Belém. Seu acervo faz parte da coleção em conjunto com seu esposo Benedito Nunes.

Rosa Marga Rothe
(1940 - 2016)
Foi uma pastora luterana, antropóloga e ativista de direitos humanos com trajetória marcante na Amazônia, especialmente no Pará. Nascida na Alemanha e naturalizada brasileira, formou-se em Teologia e Antropologia pela UFPA, onde também atuou na educação popular e na luta por justiça social. Foi uma das fundadoras da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e pioneira na atuação da Pastoral Popular Luterana. Exerceu quatro mandatos como Ouvidora Geral do Sistema Estadual de Segurança Pública do Pará, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo. Reconhecida por sua firme atuação contra a violência institucional e em defesa dos direitos das populações vulneráveis, recebeu diversos prêmios nacionais, como o Prêmio Nacional de Direitos Humanos. Seu legado segue vivo por meio de ações institucionais, como o Prêmio Rosa Marga Rothe de Direitos Humanos, e pela preservação de seu acervo no Centro de Memória da Amazônia (UFPA).


