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mulheres amazônidas: narrativas em arquivos



Albeniza de Carvalho e Chaves
(1926-2012)
Nasceu em 12 de março de 1926. Foi uma importante professora, pesquisadora e estudiosa paraense, reconhecida por suas contribuições na área de Teoria Literária. Atuou na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde deixou legado acadêmico significativo, especialmente no estudo da literatura regional e da obra do poeta Mário Faustino. Em sua homenagem, foi criada no Instituto de Letras e Comunicação da UFPA a biblioteca setorial de letras e comunicação, sendo especializada em Linguística, Literatura e Comunicação, tornando-se um importante centro de pesquisa e referência para estudantes e pesquisadores da região e seu acervo pessoal encontra-se salvaguardado no Centro de Memória da Amazônia. Faleceu em 09 de março de 2012.
ficha biográfica
Nome completo: Albeniza de Carvalho e Chaves
Nascimento: 12 de março de 1926, Belém, Pará, Brasil
Falecimento: 09 de março de 2012 (85 anos), Belém, Pará, Brasil
Formação e trajetória
Albeniza de Carvalho e Chaves foi professora, pesquisadora e crítica literária paraense. Realizou mestrado em Teoria Literária na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Em 1975, defendeu a dissertação Tradição e modernidade em Mário Faustino, sob orientação do professor e crítico literário João Alexandre Costa Barbosa.
Após sua formação, desenvolveu parte significativa de sua trajetória acadêmica na Universidade Federal do Pará (UFPA), vinculada ao então Departamento de Língua e Literatura Vernáculas do Centro de Letras e Artes. Inicialmente registrada como professora assistente, alcançou posteriormente o cargo de professora adjunta.
Atuação profissional
Na UFPA, Albeniza atuou especialmente no campo da Teoria Literária, contribuindo para a formação de estudantes e pesquisadores da área de Letras. Ministrou disciplinas relacionadas à análise da poesia, entre elas Estilística e Poesia, e participou da consolidação do ensino de Teoria Literária na Universidade, em um período no qual ainda havia poucos docentes com formação especializada nesse campo.
Em 1977, foi responsável pelo Curso de Especialização em Teoria Literária da UFPA, destinado à formação de professores e pesquisadores. Também assumiu responsabilidades na coordenação didático-científica do curso, cujo corpo docente reunia intelectuais como Benedito Nunes, Francisco Paulo Mendes e João Alexandre Barbosa.
Pesquisa e produção intelectual
Sua produção acadêmica concentrou-se principalmente nos estudos de poesia, Teoria Literária, literatura amazônica e na obra do poeta piauiense Mário Faustino, cuja trajetória intelectual esteve profundamente relacionada ao ambiente literário de Belém.
Em 1981, a UFPA aprovou o projeto de pesquisa Tradição e modernização em Mário Faustino, desenvolvido sob sua responsabilidade. A pesquisa deu continuidade aos estudos iniciados durante o mestrado e aprofundou a análise das relações entre tradição poética e modernidade na obra do escritor.
Obra publicada
Tradição e modernidade em Mário Faustino — originalmente apresentada como dissertação de mestrado na USP, em 1975, e publicada em livro pela Universidade Federal do Pará, em 1986. A obra constitui uma importante referência para os estudos sobre a poesia, a crítica literária e a trajetória intelectual de Mário Faustino.
Linguística e Literatura — publicação de 1980, organizada por Albeniza de Carvalho e Chaves e outros colaboradores, integrante da Série Dalcídio Jurandir da Universidade Federal do Pará. A obra reuniu estudos relacionados aos campos da linguagem e da literatura.
Contribuições
Albeniza de Carvalho e Chaves participou ativamente do processo de institucionalização da Teoria Literária na Universidade Federal do Pará, contribuindo para a formação de professores e pesquisadores em um momento de estruturação desse campo de estudos na Região Norte.
Seus trabalhos ajudaram a preservar, analisar e divulgar a produção de Mário Faustino, inserindo a obra do poeta nos debates sobre tradição, modernidade e renovação da linguagem poética brasileira.
Sua atuação também fortaleceu os estudos literários produzidos na Amazônia, destacando a capacidade das universidades da região de desenvolver pesquisas especializadas e estabelecer diálogos com a crítica literária nacional.
Legado e preservação da memória
Em reconhecimento à sua trajetória, a Biblioteca Setorial do Instituto de Letras e Comunicação da UFPA recebeu o nome de Biblioteca Professora Albeniza de Carvalho e Chaves. Segundo a instituição, a biblioteca foi criada por volta de 1986 e tornou-se um espaço de referência nas áreas de Linguística, Literatura e Comunicação.
Seu arquivo pessoal encontra-se preservado no Centro de Memória da Amazônia da Universidade Federal do Pará. O conjunto documental possibilita conhecer aspectos de sua trajetória intelectual, de sua atuação docente e de suas pesquisas sobre literatura, especialmente aquelas dedicadas à produção de Mário Faustino.

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acervo
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principais links relacionados à pesquisadora
Site institucional da biblioteca Profª Albeniza de Carvalho e Chaves, localizada no prédio multiuso do ILC/IFCH/UFPA.
Este trabalho propõe a realização de um estudo das representações órficas construídas na obra de Mário Faustino (1930-1962), em particular, O homem e sua hora (1955), seu único livro publicado em vida. Objetiva-se, assim, investigar as convergências apresentadas entre a obra faustiniana, a tradição órfica e o pensamento órfico-poético moderno apresentado em Pires (2015). Para tal fim, a investigação se constrói a partir da compreensão das particularidades inerentes à narrativa mitológica e das prováveis configurações do pensamento órfico-poético moderno. Nessa perspectiva, procura-se delimitar as relações desenvolvidas entre o material mitológico e os contextos sócio-históricos que o alimentam. Ademais, busca-se analisar a fortuna crítica dedicada à obra de Faustino, sobretudo os trabalhos de Santos Silva (1979), Chaves (1986) e Silva Jr. (2001), além das concepções teórico-críticas desenvolvidas pelo poeta como jornalista literário, tendo em vista a influência mútua exercida entre os diferentes papéis assumidos pelo piauiense. Dessa maneira, o levantamento teórico será utilizado de modo a auxiliar na aplicação de um método analítico sobre os poemas “Prefácio”, “Agonistes” e “Legenda”.
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